10/03/2014

NOVIDADES MARÇO I

- “ O Dia em que Sócrates vestiu Jeans” – Lucy Eyre
“ Bem Warner, um típico adolescente a passar umas férias de Verão enfadonhas, surpreende-se quando Lila, uma mulher jovem e atraente, lhe faz um bizarro convite. Embora tentado, Bem sente-se inseguro. E tem razões para isso!... Lila quer levá-lo para o Mundo das Ideias, um lugar completamente desconhecido para Bem. Mas Lila tem uma missão. O seu chefe, Sócrates, presidente do Mundo das Ideias – cargo que mantém há 1209 anos – fez uma aposta com o seu arqui-rival Wittgenstein. Para a ganhar e manter o seu cargo, Sócrates terá de fazer crer a Bem que a filosofia pode melhorar a sua vida.
Desconhecendo o que lhe vai acontecer, Bem entra num inesperado mundo paralelo. E assim começa a sua viagem mental à volta das grandes e pequenas questões da vida. O que é a felicidade? A morte é o que de pior nos pode acontecer? Teremos vontade própria? E, a pouco e pouco, Bem começa a interrogar-se sobre as mais variadas questões e a acreditar que a vida é muito mais do que um jogo de futebol.”
- “ Até ao Fim do Mundo” – Maria Semple
“ A fama de Bernardette Fox precede-a. No círculo restrito e elitista do design mundial, ela é uma arquita revolucionária. Para o marido, um guru da Microsoft, ela é a prodigiosa e atormentada paixão da sua vida. Segundo os vizinhos e conhecidos, ela representa uma afronta e uma ameaça. Mas aos olhos da filha, Bee, ela é, simplesmente a Mãe.
E um dia Bernardette desaparece. Quando todos parecem reagir à sua ausência com diversos graus de alívio, Bee é a única disposta a tudo para a encontrar. Mas a instável e agorafóbica Bernardette não quer ser encontrada e tem meios e inteligência suficientes para se manter incógnita… mesmo que para tal tenha de encetar uma impossível viagem ao fim do mundo.
Neste retrato de uma mulher pouco convencional, a autora explora a fragilidade e inadequação das mentes criativas face à voracidade uniformizadora do mundo moderno. A incómoda Bernardette e a sua família disfuncional são paradigmas das relações humanas do século XXI.”

- “ A Misteriosa Mulher da Ópera” – Afonso Cruz/ Alice Vieira/ André Gago/ Catarina Fonseca/ David Machado/ Isabel Stilwell/ José Fanha
“ Um desafio. Sete autores. Catorze mãos. Sete personagens inesquecíveis. Uma única história. Uma trama arrebatadora, passada entre as avenidas de Paris, a Rua Heróis de Quionga, o Teatro Nacional de São Carlos, o cais de Xabregas e um cacilheiro que parte para Veneza deixando um cadáver para trás.
Embora este romance esteja repleto de lindíssimos e simpáticos cadáveres, as personagens viventes não lhes ficam atrás.
Sebastião, ou Roda, apaixona-se pela felicidade na pessoa de uma lindíssima jovem em pleno Teatro de São Carlos mas esquece-lhe o rosto e passa o resto do romance mergulhado em absinto.
A sua mãezinha, Madame Nicolaï, subsidia o Dr. Bobrov, seu antigo amante, um terapeuta duvidoso que exerce o chapeau-thérapie num, consultório em Paris.
Natividade, braço direito de Madame Nicolaï na casa de meninas na Rua Heróis de Quionga. A sua filha, Ninette, que estende um pé sem querer e ajuda imenso a continuidade da ação.
Catarina, a Grande, ou Kiki, e a sua amiga Mariana Cruzes, que é parecida com toda a gente, poderiam ter tido um romance não fora os autores serem pouco dados a esse tipo de desvarios.
Juvenal, um detetive, funcionário das Finanças em part-time, que se encharca em comprimidos para todas as dores, físicas e morais.
O Sr. Valmy, dos talhos Valmy, que sendo uma personagem de primeira grandeza não chega a entrar no romance.
Rogério, um romântico proprietário de um iate que perde muito do seu charme perante um cacilheiro a partir todo engalanado para Veneza.
De resto, nas páginas que se seguem temos tudo, crimes misteriosos, o fantasma de uma avó violinista, flûtes de champanhe, um gato persa chamado Psiché que por vezes se vê obrigado a fazer de pêndulo de Foucault, uma caixa de violino suspeita de assassinato, uma taberna onde se canta o fado em Xabregas, e amor, amor em catadupas, uma grande paixão, desencontros terríveis, equívocos inexplicáveis, reencontros inesperados.

Caríssimos leitores, uma última recomendação que vai direita ao vosso coração: lede e não tenhais receio de chorar pois as páginas que ireis devorar levaram um tratamento psicoquímico que as deixa totalmente imunes à bendita humidade das vossas lágrimas.”
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