22/01/2010

Testudines no Equador e nas ilhas Galápagos

No ano lectivo 2008/2009, a Maria João Sousa, o Rui Feraz e o Luis Machado , apoiados pela professora Sandra Garcia, ganharam o 1º lugar do concurso nacional "Na senda de Darwin". O prémio foi uma viagem ao Equador e às ilhas Galápagos. Dessa viagem, a pofessora Sandra Garcia partilha os momentos mais emocinantes, acompanhados por algumas fotos.


Testudines no Equador e nas ilhas Galápagos

Após o dia 14 de Março, o dia da final do concurso “Na senda de Darwin”, a contagem decrescente levou-nos até ao dia 5 de Abril, o dia da partida. As malas, essas, já estavam prontas há já alguns dias! Máquina fotográfica, cartões e mais cartões de memória e… uma curiosidade incrível de conhecer o “laboratório de Darwin”. 6 de Abril e o Quito, capital do Equador, rodeado por cinco magníficos vulcões pertencentes à cordilheira dos Andes, já era a “nossa” cidade.


Durante quatro dias, que começavam bem cedo e terminavam num cansaço físico preenchido de saberes, foram-nos proporcionadas visitas locais: Parque Nacional Cotopaxi, onde se encontra o vulcão Cotopaxi, um dos maiores vulcões activos do mundo; Quito, onde os guias locais nos contaram a sua história e cultura; Otavalo, cidade em que pudemos apreciar, e regatear! alguns produtos de artesanato típico equatoriano; Tulipe onde nos foi apresentado o povo Yumbo; e, finalmente, um dos momentos mais marcantes - a latitude 0º -, estivemos simultaneamente no hemisfério norte e no hemisfério sul!
No dia 10 de Abril já estávamos a mil quilómetros da costa equatoriana a bordo do M/N Santa Cruz prontos para iniciar a visita ao Arquipélago das Galápagos. Estas ilhas receberam o seu nome devido às tartarugas gigantes que ali habitam. A primeira ilha que visitámos foi a de S. Cristóvão onde fomos recebidos por leões-marinhos, caranguejos, fragatas de cauda bifurcada, etc. Estranhamente a areia branca da praia contrastava com a rocha negra de origem vulcânica.

No dia seguinte, sob um calor tórrido que em nada afectava o nosso entusiasmo, visitámos a ilha Espanhola (imagem 2). Mais uma vez a paisagem nos surpreendia! Centenas de iguanas cobriam as rochas da ilha. Durante o percurso fomos observando leões-marinhos, caranguejos, albatrozes, “piqueros” de patas azuis, e os “tentilhões de Darwin”, entre outras aves. Já no mar, durante o snorkeling, foi possível observar tartarugas, estrelas-do-mar, peixes de várias espécies, leões-marinhos e até avistámos um tubarão. Logo ao lado, na ilha Floreana, onde era notória a adaptação da vegetação ao ambiente seco, observámos, novamente, tentilhões com bico bem diferente dos da ilha Espanhola. “Estamos a comprovar as observações de Darwin!” refere Luís Machado.


Ainda vivíamos todas estas surpresas de uma forma intensa quando, na madrugada do dia 12 de Abril, domingo de Páscoa, assistimos a um dos momentos mais marcantes da viagem: a erupção do vulcão da ilha Fernandina (imagem 3). Os passageiros do M/N Santa Cruz ficaram completamente rendidos ao espectáculo da lava incandescente que escorria ao longo da vertente e morria no mar. “É uma imagem absolutamente inesquecível!” relata Rui Ferraz. Depois de algumas horas de sono pisámos o solo desta ilha. Todas as ilhas nos reservavam uma surpresa. Aqui, a lava arrefecida há milhares de anos atrás apresentava formas bem características - encordoada, com uma forma lisa e contorcida e escoriácea, com um aspecto rugoso e irregular. O número de iguanas era verdadeiramente surpreendente! Observámos também um grande número de leões-marinhos, tartarugas, caranguejos…Já à tarde, durante o passeio de bote pela Ilha Isabela, vimos simpáticos pinguins. “Este foi o domingo de Páscoa mais diferente que alguma vez terei!”, confidenciava Maria João Sousa.

No dia 13 de Abril o M/N Santa Cruz deixou-nos na Ilha Santa Cruz (imagem 4), povoada de cactos gigantes, onde fizemos a nossa última visita nas ilhas Galápagos. Visitámos a Fundação Charles Darwin que, com o intuito de conservação das tartarugas gigantes, se dedica à sua criação em cativeiro. Vimos inclusive o Solitário Jorge, o único exemplar existente no Mundo da espécie Geochelone abigdoni característica da ilha Pinta.
E foi assim que um concurso que juntou três alunos e uma professora os levou a concretizar um sonho: estar no local que serviu de motor para a teoria da evolução das espécies de Darwin.






Algumas espécies das ilhas Galápagos

















As fotografias retratam as imagens que ficarão guardadas em nós para sempre….

Sandra Garcia
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