26/02/2014

NOVIDADES DE FEVEREIRO XVII

- “ Um Mundo Infestado de Demónios” – Carl Sagan
“ Estaremos no limiar de uma nova era de obscurantismo e superstição? Ao longo destas páginas, Carl Sagan explica-nos a razão por que o pensamento científico é esse4ncial e desmonta alguns dos mais populares mitos e pretensões da pseudociência, ao mesmo tempo que refuta convincentemente o argumento de que a ciência destrói a espiritualidade.
Recorrendo a um manancial de referências históricas e culturais, assim como à sua vivência pessoal, Sagan demonstra com enorme clareza e rigor que a tentação da irracionalidade é não apenas um erro cultural crasso como um salto perigoso para a escuridão, que põe em risco as nossas liberdades mais básicas.”

- “ Histórias Falsas” – Gonçalo M. Tavares
“ Descia Mercator umas pequenas escadas quando deparou com o filósofo, pobremente vestido, sentado no chão, contra a parede, a comer lentilhas. Arrogante, mais do que era seu costume, cheio de vaidade pela riqueza que ostentava, e pelo estômago farto, disse, para Diógenes: - Se tivesses aprendido a bajular o rei, não precisavas de comer lentilhas. E riu-se depois, troçando da pobreza evidenciada por Diógenes. O filósofo, no entanto, olhou-o ainda com maior arrogância e altivez. Já tivera à sua frente Alexandre, o Grande, quem era este, agora? Um simples homem rico? Diógenes respondeu. À letra: - E tu – disse o filósofo – se tivesses aprendido a comer lentilhas, não precisavas de bajular o rei.”

- “ A Alma Trocada” – Rosa Lobato Faria
“ É um lugar-comum dizer-se que determinada orientação sexual não é uma escolha, porque, se fosse, ninguém escolheria o caminho mais difícil. Foi esse caminho mais difícil que Teófilo teve de percorrer, desde a incompatibilidade com os pais, aos desencontros dentro de si próprio, chegando mesmo a acreditar q1ue alguém lhe tinha trocado a alma…

Rosa Lobato Faria aborda, desta vez, um tema diferente – a homossexualidade masculina -, num romance que, mantendo embora o tom poético que sempre caracterizou as criações da autora, se arrisca por caminhos até aqui pouco explorados na ficção portuguesa.”
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